O prefeito do Recife, João Campos (PSB), tornou-se alvo de um pedido de impeachment protocolado pelo vereador Eduardo Moura (Novo), após a repercussão de uma polêmica envolvendo a modificação do resultado de um concurso público para procurador municipal.
De acordo com as informações, a alteração no certame resultou na nomeação do filho de uma procuradora do Ministério Público de Contas (MPCO) e de um juiz do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Com a mudança, um advogado aprovado dentro das vagas destinadas a pessoas com deficiência (PCD) acabou deixando de ser nomeado.
No lugar dele, foi aprovada outra candidata que não havia optado inicialmente pelas vagas afirmativas no momento da inscrição. Segundo o caso divulgado, a candidata solicitou reinscrição no concurso como PCD após receber, dois anos depois da inscrição, um diagnóstico de autismo, o que gerou questionamentos sobre a legalidade do procedimento e motivou a reação de parlamentares da oposição.
A situação ganhou grande repercussão política e jurídica. Diante do desgaste, o prefeito voltou atrás da decisão e, nesta terça-feira (6), a Prefeitura do Recife divulgou uma nota oficial sobre o caso.
No comunicado, a gestão municipal afirmou que se trata de uma “controvérsia estritamente jurídica” e declarou que “condena veementemente qualquer tentativa de exploração ou uso político de uma antiga disputa entre dois candidatos PCDs”.
O pedido de impeachment agora deve seguir os trâmites previstos na Câmara Municipal do Recife, onde será analisado pelos vereadores. O caso segue gerando debate sobre critérios em concursos públicos, ações afirmativas e possíveis interferências administrativas.



