O homem de 52 anos suspeito de matar a própria mãe, Amenaide Maria da Silva, de 70 anos, em Gravatá, no Agreste de Pernambuco, foi identificado como Everaldo José da Silva. Ele prestou depoimento à Polícia Civil e negou ter cometido o crime.
De acordo com o delegado Luciano Fonseca, responsável pela investigação, Everaldo apresentou falas confusas durante o interrogatório e, em alguns momentos, “não dizia coisa com coisa”. A Polícia Civil ainda aguarda os resultados dos exames realizados pelo Instituto de Medicina Legal (IML) para esclarecer a causa da morte de Amenaide e determinar quando ela morreu. Segundo o delegado, a perícia realizada até o momento não conseguiu estabelecer com precisão a data do óbito.
Outro detalhe que chamou a atenção dos investigadores é que não foram encontrados sinais de arrombamento na porta do quarto onde a vítima foi localizada. A circunstância está sendo analisada dentro da investigação para tentar esclarecer o que aconteceu na residência.
Também não foi possível confirmar se Everaldo estava sob efeito de álcool ou drogas no período em que a mãe morreu. Conforme o delegado, o homem aparentava estar perturbado durante a abordagem e o depoimento. A polícia, porém, não recebeu confirmação da família sobre eventual problema de saúde mental.
Segundo as informações levantadas até o momento, o imóvel teria permanecido fechado após a morte da mulher, dificultando a entrada de familiares no local e o acesso ao corpo.
Everaldo José da Silva foi autuado em flagrante por feminicídio e permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil continua investigando o caso e aguarda os laudos do IML, que deverão ser fundamentais para esclarecer a causa da morte e ajudar a determinar a dinâmica do crime.
Outras pessoas ainda poderão ser ouvidas pelos investigadores. A expectativa é de que os exames periciais e os demais elementos reunidos durante a investigação ajudem a esclarecer as circunstâncias da morte de Amenaide Maria da Silva.



