OPINIÃO: Impopularidade do Governador não é gerada pela taxa de homicídios



O ano de 2017está sendo um ano extremamente violento, no Estado de Pernambuco, mais de 4.000 homicídios foram registrados, até o mês de novembro do corrente ano. O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, tem sido responsabilizado pela alta taxa de violência em nosso estado. Muitos estrategistas políticos falam que, esta alta taxa de violência, será mais um problema para a reeleição do governador de Pernambuco. Mas qual o impacto dessa alta taxa homicídios na aprovação do governo Paulo Câmara? Os eleitores levarão em conta esses dados, na hora de escolher seu governador na eleição vindoura?

Tendo a discordar de tal assertiva, pois o problema que o governo enfrenta, não é a alta taxa de homicídios, e sim, a sensação de insegurança por grande parte da população. Em pesquisa realizada pelo instituto UNINASSAU, em outubro de 2017, na cidade do Recife, mostra que 48% dos recifenses concordam com a afirmação “bandido bom é bandido morto”, 27% concordam parcialmente e 20% discordam. Ou seja, em algum grau, 75% dos recifenses concordam que bandido bom é bandido morto. A mesma pesquisa revelou que, 57,8% dos recifenses associam os assassinatos em nosso estado, ao tráfico de drogas, assaltos, violência e o crime; apenas 3,5% associam à falta de policiamento.

Nesse sentido os eleitores têm a crença que, trocando em miúdos, são bandidos que estão morrendo. Então assim, os homicídios não podem ser considerados uma variável que afete a popularidade do governador, e sim, como dito anteriormente, é a sensação de insegurança que seja impopularidade do mesmo. No mês de setembro 1,4 mil policiais militares foram para as ruas do estado, o que pode gerar uma melhor sensação de segurança na população. Isso pode gerar uma melhor aprovação do governador, e consequentemente facilitar sua reeleição.

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Renné Gonçalves
É estudantes de Ciências Sociais na UFPE
Colunista do Jornal Folha Regional



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