O salário mínimo brasileiro deverá subir para R$ 1.741 a partir de janeiro de 2027. A nova projeção foi confirmada nesta segunda-feira (24) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integrantes da equipe econômica para discutir o Orçamento do próximo ano.
O valor representa um aumento de R$ 120 em relação ao piso atual, de R$ 1.621, e é R$ 24 superior à estimativa apresentada anteriormente pelo governo, que apontava um salário mínimo de R$ 1.717. Apesar da previsão, o valor ainda poderá sofrer alterações até a aprovação definitiva do Orçamento de 2027.
Segundo Durigan, o reajuste seguirá a política de valorização do salário mínimo, que considera a inflação acumulada e o crescimento da economia. A projeção atual leva em conta uma inflação de 4,93%, além da variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.
Reajuste também deve alcançar aposentadorias e benefícios
Durante a declaração, o ministro também afastou rumores de que o governo estudaria desvincular o reajuste do salário mínimo dos benefícios previdenciários e assistenciais.
De acordo com Durigan, o novo piso deverá continuar servindo de referência para aposentadorias do INSS e benefícios sociais que possuem vinculação ao salário mínimo.
A discussão sobre uma possível mudança na forma de reajuste chegou a ser analisada por técnicos do governo, mas, segundo as informações divulgadas, não há decisão para separar a correção do salário mínimo dos benefícios. Qualquer alteração dependeria de decisão política e aprovação dentro do processo legislativo.
Novo valor terá impacto nas contas públicas
O aumento do piso nacional também representa uma elevação das despesas obrigatórias do governo federal. Estimativas citadas pelo governo apontam que cada R$ 1 acrescentado ao salário mínimo gera impacto adicional nas despesas públicas, principalmente por causa dos benefícios vinculados ao piso.
A proposta do Orçamento de 2027 deverá ser encaminhada pelo governo ao Congresso Nacional até 31 de agosto. O documento ainda passará pela análise e votação dos parlamentares antes de sua aprovação definitiva.
Se confirmado, o salário mínimo de R$ 1.741 representará um reajuste de aproximadamente 7,4% em relação ao valor atualmente pago aos trabalhadores brasileiros.


