Uma suposta fraude no sistema de filiação partidária da Justiça Eleitoral impediu, nesta quarta-feira (12), o registro da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
De acordo com informações divulgadas pelo UOL, Flávio aparece atualmente como filiado ao partido Missão nos registros da Justiça Eleitoral. Integrantes da campanha do PL afirmam que a filiação teria sido feita de forma fraudulenta após as 23h17 de terça-feira (11).
A equipe de Flávio Bolsonaro defende a abertura de uma investigação para esclarecer como a alteração foi realizada. Segundo relatos, o sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teria solicitado informações adicionais durante o procedimento, o que levanta questionamentos sobre como a mudança conseguiu ser efetivada.
A filiação ao Missão foi confirmada pela certidão de filiação partidária disponível no sistema do TSE. O partido já lançou Renan Santos como candidato à Presidência da República e oficializou sua candidatura. Com isso, Flávio Bolsonaro fica, neste momento, impedido de registrar sua candidatura presidencial pelo PL.
Registro aponta saída do PL
A certidão eleitoral também indica que Flávio Bolsonaro deixou oficialmente o Partido Liberal no dia 12 de agosto. O documento registra que o senador esteve filiado ao PL desde 8 de dezembro de 2021 até a data da alteração.
O episódio provocou forte reação dentro da campanha do senador, que sustenta a hipótese de uma ação deliberada para impedir sua candidatura.
Ainda não está esclarecido quem teria realizado a alteração no sistema nem de que forma o procedimento foi executado. A campanha cobra uma apuração para identificar os responsáveis e esclarecer se houve uma invasão ou manipulação indevida dos dados eleitorais.
TSE atribui responsabilidade aos partidos
A própria certidão emitida pela Justiça Eleitoral informa que os dados referentes à filiação partidária são de responsabilidade das legendas.
Segundo o documento, a regularidade da filiação é verificada com base nas informações inseridas sob responsabilidade do partido político.
O caso deverá ser analisado pelas autoridades eleitorais, enquanto a campanha de Flávio Bolsonaro busca reverter a situação e garantir o direito de disputar a eleição presidencial.


