Cami Cardoso | A primeira-dama Janja Lula da Silva subiu o tom na segunda-feira, 8 de junho, ao rebater declarações do pastor Silas Malafaia sobre suas agendas com o eleitorado religioso.
Durante o 4º Encontro Nacional de Evangélicos do PT, na capital federal, ela contestou as críticas feitas pelo líder evangélico no ano passado, defendendo a relevância do diálogo com as mulheres cristãs, independentemente do tamanho ou da liderança dos grupos.
Em agosto de 2025, Malafaia havia minimizado as reuniões da primeira-dama, afirmando que os encontros não contavam com figuras de expressão do meio protestante.
Janja respondeu de forma contundente, rejeitando o título de pastor ao rival e classificando-o como "insignificante", enquanto ressaltou que ouve todas as mulheres com o mesmo respeito, sem distinção de importância.
"Não chamo ele (Malafaia) de pastor. Ele teve a cara de pau de ir à rede social e falou que eu estava conversando com mulheres insignificantes. Insignificante é ele. Porque toda mulher para mim é importante. Não importa se fiz uma reunião com duas, três, duzentas ou mil. O importante é que conversei. Ouvi elas."
A discussão ocorre em meio a uma ofensiva do partido para diminuir a rejeição histórica nesse segmento. Desde 2025, Janja vem intensificando pontes por meio de cultos e podcasts específicos.
Encontro Nacional de Evangélicos do PT
O Partido dos Trabalhadores apresentou publicamente uma carta aberta direcionada à comunidade evangélica durante um encontro de seu núcleo religioso na capital federal. O objetivo do documento é estabelecer um canal de interlocução com fiéis e lideranças desse segmento, de olho na construção de alianças políticas para o cenário eleitoral de 2026.
A proposta do manifesto foca em temas socioeconômicos e de proteção social, áreas em que a sigla identifica pontos de convergência com os valores da comunidade cristã. O texto foca na defesa de garantias para a população vulnerável, no combate à violência doméstica e na preservação das instituições.
Paralelamente, a sigla deixou de fora assuntos ligados a costumes e direitos civis de minorias, evitando temas que geram atrito com a visão tradicional das igrejas.



