Para Lula, 2018 era ano de Eduardo ser seu candidato a presidente


À espera do julgamento do seu habeas corpus preventivo no Superior Tribunal de Justiça (STJ), o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) não fala em plano B caso seja preso e com isso, impedido de disputar a Presidência da República nas eleições.

Em entrevista à Folha de São Paulo publicada nesta quinta-feira (1), Lula afirmou ser contra a tese da hegemonização, ao ser questionado sobre a afirmação do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, de que o PT não terá mais a hegemonia de esquerda, apesar de ser o maior partido da corrente. "Eu sou contra a tese da hegemonização. Em algum momento pode ter candidato de outro partido e o PT apoiar".

Lula citou uma proposta feita em 2011 a Eduardo Campos e sua esposa, Renata, para que o socialista fosse vice na chapa da ex-presidente Dilma nas eleições de 2014, e na eleição seguinte, ter o apoio do PT na sua própria candidatura. "Se o Eduardo Campos tivesse aceitado a proposta que eu fiz para ele e para a Renata em Bogotá, em julho de 2011, de ele ser o vice da Dilma e ser nosso candidato em 2018, a gente agora estaria gostosamente discutindo a campanha dele à Presidência da República. E não a minha", cravou.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) informou o adiamento do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado no caso do triplex do Guarujá, que estava marcado para esta quinta-feira (1º). O julgamento passou para o dia 6 de março, às 13h. "Vamos aguardar, querida. Se eu acreditar que o jogo está definido, o que eu estou fazendo nesse país? E Vamos aguardar, querida. Se eu acreditar que o jogo está definido, o que eu estou fazendo nesse país? Eu quero saber o seguinte: eu, proibido de ser candidato, na rua fazendo campanha, como eles vão ficar? Eles estão me transformando numa vítima desnecessária.

Lula foi condenado na 13ª Vara Federal Criminal do Paraná a pena de 9 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do triplex do Guarujá. A condenação foi confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em 24 de janeiro, e a pena, ampliada para 12 anos e 1 mês de reclusão. O tribunal determinou que a pena seja executada após a conclusão da tramitação no tribunal.

Ciro
Sobre um eventual apoio a candidatura de Ciro Gomes, que tem feito críticas ao próprio Lula e ao PT, ele afirma que o pedetista deve escolher lados. "Eu não ando vendo o que o Ciro está falando porque ele anda falando demais. O Ciro ou vai para a direita ou não pode brigar com o PT. Vamos ser francos: pela direita, ninguém será presidente sem o apoio dos tucanos. Pela esquerda, ninguém será presidente sem o PT".

JC

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