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OPINIÃO: O julgamento de Lula e o dia depois de amanhã - Por Ismael Alves

Reprodução Facebook

É inegável a grande expectativa gerada sobre o julgamento do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, único pernambucano que chegou a Presidência da República, até o momento. Lula governou o país durante oito anos e conseguiu eleger sua sucessora, a ex-presidente Dilma Rousseff.

Hoje, seu nome está entre os assuntos políticos mais debatidos no  Brasil, seja na internet ou em outros meios de comunicação. Depois de ter sido condenado pelo Juiz Sérgio Moro a nove anos e meio de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva, Lula recorre ao julgamento em segunda instância, que acontecerá nesta Quarta-feira (24), em Porto Alegre.

De acordo com o Ministério Público, Lula teria recebido um triplex em Guarujá, região Litoral de São Paulo, avaliado em R$ 1,8 milhão. O imóvel seria propina  paga ao ex-presidente pela construtora OAS, favorecida por contratos irregulares com a Petrobrás, por intermédio de Lula. Por sua vez, Lula, que já é condenado em outras situações envolvendo escândalos bilionários, nega a acusação do MP.

Pré-candidato declarado, ele não hesita em afirmar que está sendo perseguido, politicamente, por ter "feito muito pelo Brasil". Mas fazer muito, desde que seja trabalhar de forma honesta, nunca foi e nem será crime, evidentemente.

Com o período eleitoral praticamente batendo à porta, Lula usa toda situação para se promover e instigar o debate entre seus eleitores, militantes e simpatizantes. Muitos até absorvem a ideia de que tudo isso é parte de uma tapa pré-eleitoral mais acirrada que o normal.

Contudo, sabe-se que o julgamento de Lula envolve acusações com provas gravíssimas e muito dinheiro público desviado. Cabe a Justiça julgar, condenar ou absolver. Mas, cá entre nós, pelo que vimos de boa parte da categoria política do Brasil, será que o Ministério Público está condenando Lula sem nenhum motivo?

Uma coisa é certa: caso Lula seja condenado (novamente) ou não, o Brasil vai e deve continuar seguindo em frente. Apesar dos pesares, estamos atravessando uma das maiores e mais contundentes crises em todos os aspectos e, até aqui, nada parou e nem vai parar o país. O anseio do povo brasileiro não deve ser por Lula, Bolsonaro ou qualquer outro político. Acima de tudo, devemos almejar um país justo, reto e sem corrupção.

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